Hoje em dia, na nossa sociedade a população juvenil tem vindo a ser alvo de críticas e de suspeitas parte de faixas etárias que nos antecedem.
Na minha opinião, esta situação está na base de todo um estereótipo social de que os jovens de hoje são irresponsáveis e muitos deles insurretos. Os media associam constantemente o alcool e a droga aos jovens, ora, isto destroi a nossa imagem, faz de nós uma camada à parte na sociedade e não uma parte integrante da mesma. Outro factor que contribui de forma significativa para a formação desta ideia na sociedade são as manifestações de violência e vandalismo a que assistimos hoje em dia em todo o mundo, estas acções estão maioritariamente associadas aos jovens.
Com este conjunto de situações grande parte das pessoas esquecem-se que, nós jovens, somos pessoas com sentimentos como aqueles que nos julgam e que nao somos nem mais nem menos do que eles. Da mesma forma que existem jovens que consomem alcool de forma abusiva, drogas e que são violentos também existem os que não são, e é por estes que não o são que aqui escrevo, porque tanto pode ser violento um jovem de 17 anos como também o poderá ser um adulto de 40 .
Penso também que, numa perspectiva constructiva deveriam existir planos no sentido de perceber a razão por detrás destes comportamentos, para então se tomarem medidas pedagógicas no sentido de ajudar todos os jovens que se sentem marginalizados na sociedade. A maior parte das acções deste tipo que temos hoje são, de certa forma, para "inglês ver", pois não reunem todas as condições necessárias para uma ajuda real, apenas servem para algumas pessoas ganharem algum dinheiro através de subsídios que são concedidos para estas iniciativas.
Pessoalmente penso que, apontar apenas a falta de uma boa educação como base destes problemas começa a soar, de certa forma a cliché. Os nossos governantes têm responsabilidade nestas situações, porque as suas fracas gestões dos países conduzem ao aumento da pobreza. Ora, um individuo, mesmo com rendimento baixo, que começa a verificar que o seu governo, para o qual contribuiu com impostos e outras contribuições, progressivamente o prejudica pela sua má gestão, levando inclusivamente à perda do seu emprego, revolta-se naturalmente. Muitos destes individuos são os pais destes jovens de que falo, ora, se os pais de um dado jovem perdem os seus rendimentos por culpa dos governantes, não poderão dar aos seus filhos uma educação que lhes permitisse um projecto de vida minimamente sólido. É por isto que muitos destes jovens criticados pela sociedade se revelam problemáticos, sendo assim colocados à margem da sociedade.
Em conclusão, penso que se os nossos governantes prestassem um pouco mais de atenção a estes jovens estes problema não se verificaria e o nosso mundo seria bem mais saudável e organizado .
O meu nome é Rui Miguel Alves Campos, tenho 20 anos e sou natural do concelho de Vale de Cambra, no distrito de Aveiro. Devido à distância existente entre Aveiro e Porto, optei por residir no Porto, para poder estar mais próximo da faculdade. 2010, não é o meu primeiro ano na faculdade, em 2008, com 18 anos ingressei na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, no Porto, tendo sido transferido este ano para a FEG
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
O que é a justiça ?
A justiça, por definição, é uma consequência que se adequa aos actos de cada um. No plano teórico, a prática do bem acarreta uma consequência benéfica para quem a pratica, estando associada à prática do mal uma consequência prejudicial. De uma forma geral, a justiça, é a atribuição de uma consequência a uma acção.
No fundo poder-se-à dizer que a justiça é a consequência pela qual o ser humano teme, quando tem consciência de que determinado acto praticado está errado. Isto sucede, quando a justiça aplicada acarreta uma punição que trara consequências indesejadas ao praticante de uma acção errada.
Ainda que, a justiça aplicada a determinado caso, seja sustentada por leis e regras instituidas pelo poder legislativo e postas em prática pelo poder judicial, poderá mesmo assim ser colocada em causa pela sociedade. Por diversas vezes assistimos a manifestações por parte da população que visam demonstrar o descontentamento para com os órgãos judiciais. Esta falha no poder judicial transmite uma sensação de intranquilidade e insegurança à população, que por várias ocasiões coloca em questão as bases das decisões judiciais, alegando que os estatutos sociais de cada réu são tidos em conta para essas decisões. Estes acontecimentos geram revolta, que por sua vez conduz à violência, contribuindo assim fortemente para a crise social que o mundo atravessa.
Em conclusão, a justiça traduz-se pela punição ou premiação de determinado acto. Das acções que praticamos moralmente correctas decorrem consequências que nos são benéficas e com as acções erradas decorrem consequências que nos prejudicam. Cabe aos orgãos judiciais julgar os praticantes das acções erradas, aplicando-lhes as sentenças correctas. Hoje em dia, esse comportamento correcto não se verifica em todos os casos, levando ao descontentamento da população, que se sente lesada .
No fundo poder-se-à dizer que a justiça é a consequência pela qual o ser humano teme, quando tem consciência de que determinado acto praticado está errado. Isto sucede, quando a justiça aplicada acarreta uma punição que trara consequências indesejadas ao praticante de uma acção errada.
Ainda que, a justiça aplicada a determinado caso, seja sustentada por leis e regras instituidas pelo poder legislativo e postas em prática pelo poder judicial, poderá mesmo assim ser colocada em causa pela sociedade. Por diversas vezes assistimos a manifestações por parte da população que visam demonstrar o descontentamento para com os órgãos judiciais. Esta falha no poder judicial transmite uma sensação de intranquilidade e insegurança à população, que por várias ocasiões coloca em questão as bases das decisões judiciais, alegando que os estatutos sociais de cada réu são tidos em conta para essas decisões. Estes acontecimentos geram revolta, que por sua vez conduz à violência, contribuindo assim fortemente para a crise social que o mundo atravessa.
Em conclusão, a justiça traduz-se pela punição ou premiação de determinado acto. Das acções que praticamos moralmente correctas decorrem consequências que nos são benéficas e com as acções erradas decorrem consequências que nos prejudicam. Cabe aos orgãos judiciais julgar os praticantes das acções erradas, aplicando-lhes as sentenças correctas. Hoje em dia, esse comportamento correcto não se verifica em todos os casos, levando ao descontentamento da população, que se sente lesada .
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