A justiça, por definição, é uma consequência que se adequa aos actos de cada um. No plano teórico, a prática do bem acarreta uma consequência benéfica para quem a pratica, estando associada à prática do mal uma consequência prejudicial. De uma forma geral, a justiça, é a atribuição de uma consequência a uma acção.
No fundo poder-se-à dizer que a justiça é a consequência pela qual o ser humano teme, quando tem consciência de que determinado acto praticado está errado. Isto sucede, quando a justiça aplicada acarreta uma punição que trara consequências indesejadas ao praticante de uma acção errada.
Ainda que, a justiça aplicada a determinado caso, seja sustentada por leis e regras instituidas pelo poder legislativo e postas em prática pelo poder judicial, poderá mesmo assim ser colocada em causa pela sociedade. Por diversas vezes assistimos a manifestações por parte da população que visam demonstrar o descontentamento para com os órgãos judiciais. Esta falha no poder judicial transmite uma sensação de intranquilidade e insegurança à população, que por várias ocasiões coloca em questão as bases das decisões judiciais, alegando que os estatutos sociais de cada réu são tidos em conta para essas decisões. Estes acontecimentos geram revolta, que por sua vez conduz à violência, contribuindo assim fortemente para a crise social que o mundo atravessa.
Em conclusão, a justiça traduz-se pela punição ou premiação de determinado acto. Das acções que praticamos moralmente correctas decorrem consequências que nos são benéficas e com as acções erradas decorrem consequências que nos prejudicam. Cabe aos orgãos judiciais julgar os praticantes das acções erradas, aplicando-lhes as sentenças correctas. Hoje em dia, esse comportamento correcto não se verifica em todos os casos, levando ao descontentamento da população, que se sente lesada .
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